Governo do Paraná anuncia nesta semana empresa que fará projeto da Ponte de Guaratuba

O governo do Paraná pretende anunciar até o fim desta semana a empresa que fará o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental da construção de uma ponte ligando Guaratuba a Caiobá, em Matinhos, no litoral do Paraná. Nesta segunda-feira (12), foram conhecidos os preços ofertados pelas duas participantes da licitação, que serão combinados com a nota técnica atribuída a cada uma delas. Só então será definido quem será a responsável pelo projeto da obra.

Para substituir a ligação hoje feita pelo ferryboat, o governo Beto Richa (PSDB) se dispôs a pagar até R$ 919,9 mil por uma proposta que sugira alternativas de engenharia e considerem as consequências econômicas e também ambientais da obra. A ECR, de São Paulo, propôs R$ 689,8 mil, enquanto a Engemin, de Pinhais, apresentou o valor de R$ 832,8 mil.

Agora, será feito um cálculo levando em conta também a nota técnica recebida pelas duas empresas, que avaliou a experiência de cada uma e a capacitação dos seus profissionais. A Engemin obteve 99,2 pontos e a ECR, 92,6, conforme análise do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR).

A aprovação do projeto, porém, não garante a realização da obra, que ainda não tem qualquer previsão para ser executada. Quem vencer a licitação entregará um estudo, feito ao longo de nove meses, sugerindo alternativas de engenharia para a construção, considerando vários cenários econômicos (custo x benefício) e ambientais.

O edital prevê uma ponte com aproximadamente 800 metros de extensão e seus acessos, estimados em 2 mil metros.

Pedido de anos

A discussão sobre a possibilidade de construir a Ponte de Guaratuba já se arrasta há mais de cinco décadas. Um dos principais empecilhos para a obra – além da discussão sobre os impactos ambientais – é o custo do projeto em relação ao fluxo de veículos, concentrado nos meses de temporada de verão. O edital da licitação considera a hipótese de concessão da ponte, ou seja, que a obra seja feita por uma empresa que ganhe o direito de cobrar pedágio.

O projeto pode também ser uma parceria público-privada (PPP). É que, se a ponte ficar muito cara e a quantidade de pagantes for pequena, o governo pode custear parte das despesas para que a tarifa não fique muito pesada.

Durante o verão, 430 mil veículos utilizam o ferryboat para a travessia, com tarifas entre R$ 3,50 (moto) e R$ 48,30 (caminhão com reboque). O percurso rodoviário é pela Serra do Mar, descendo pela BR-376 e depois pela BR-101, o que inclui entrar em Santa Catarina, na altura de Garuva, e depois retornar ao Paraná.

Fonte: Gazeta do Povo

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