Juiz afirma que pais de Jonatas não cumpriram acordo com a justiça

Após a mobilização nacional para arrecadar os recursos necessários da campanha “Ame Jonatas” que tinha a finalidade de  custear o tratamento do menino que estava  internado na UTI do Hospital Infantil Jeser Amarante Faria, onde foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (Ame),  uma Ação Civil Pública foi ajuizada para apurar o destino do dinheiro arrecadados durante a campanha.

No último domingo, a criança recebeu a primeira dose com 5,1 mililitros de Spinraza, em um hospital de Jaraguá do Sul. A medicação vai acompanhar Jonatas pelo resto da vida. A doença é degenerativa e ataca o sistema nervoso.

Após o início do tratamento, surgiram desconfianças e falta de transparência na campanha. Há denúncias de que após a arrecadação, os pais Renato Henrique Openkoski e Aline da Cunha teriam mudado o padrão de vida, comprando carro, casa, telefones celulares importados e passado o reveillon em Fernando de Noronha.

Por este motivo, o Ministério Público de Santa Catarina decidiu ajuizar a Ação Civil Pública para monitorar o tratamento e apurar denúncias sobre o uso dos recursos.  A ação tramita na 4ª Vara Criminal de Joinville. Os pais já prestaram depoimento e negam que estão utilizando o dinheiro para outros fins.

Parte das denúncias foram analisadas pela 5° Promotoria de Justiça no dia 02 de outubro do ano passado, entretanto, a promotoria decidiu pelo arquivamento do processo. Segundo a promotora, os celulares, o automóvel e a casa são benefícios que foram revertidos para o suporte no tratamento do menino.

Porém, agora o juiz da Vara da Infância e Juventude, Márcio Renê Rocha, que acompanha o caso, afirmou que parte do acordo assinado pelos pais não está sendo cumprido. O casal iria depositar os valores em uma conta judicial e apresentar uma planilha de gastos, e o dinheiro,  liberado mensalmente mediante prestação de contas, o que até o momento não aconteceu.

O casal utilizou três contas de bancos distintos para o depósito das doações, e o valor arrecadado, segundo o juiz ultrapassou R$ 4 milhões.  Os advogados que estavam representando o casal no caso, pediram desligamento do processo no mês de dezembro.

Agora a justiça aguarda  um posicionamento dos pais sobre os depósitos feito na conta e a justifica sobre a demora da aplicação do remédio.

Fonte: Gazeta de Joinville – Foto: Divulgação

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