Lixo, descarte adequado é responsabilidade de todos

Estudo revela sobre a quantidade e tipos de lixo encontrados no sistema digestivo de animais marinhos e aponta possíveis soluções para redução de impacto desses resíduos na fauna marinha.

O descarte incorreto do lixo no mar, na praia e nos rios representa uma grande ameaça à saúde e à vida dos animais marinhos. O biólogo da Univille, Aurélio Gonçales Bezerra, técnico de campo do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), realizou um estudo específico sobre o tema na sua monografia de bacharelado em Biologia Marinha. Durante um ano, o biólogo examinou 365 carcaças de animais marinhos encontrados encalhados mortos no litoral norte de Santa Catarina ou que vieram a óbito após tentativa de reabilitação na Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univille, localizada em São Francisco do Sul. O objetivo desta análise, que contou com a orientação da doutora Marta Cremer, coordenadora do PMP-BS/Univille, foi identificar, quantificar e comparar os tipos de lixo presentes nos sistemas digestivos dos animais. O resultado da pesquisa foi impressionante: do total de indivíduos analisados, 36,71% haviam ingerido resíduos sólidos como plástico flexível, plástico rígido, linha de nylon, anzol, polietileno tereftalato (PET), poliestireno (isopor), tampa de garrafa, tecido, curativo e balão de festa.

Caso alguém aviste uma ave, tartaruga ou mamífero marinho encalhado na praia, vivo ou morto, a orientação é para que entre em contato pelos telefones 0800-642-3341, (47) 3471-3816 ou (47) 99212-9218.

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